quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O que fala teu arrepio?

E era ssim que começava sua carta.


Depois, ele me veio com mil frases roubadas,
de grandes nomes e rimadas,
declarando que o amor era recíproco...

Achei tudo tão tosco,
e esse cara meio tolo,
mas voltei a ler o que,
enfim, cifrou com as próprias notas...

E disse que ouviram por aí
que a pele que cobre a mim
foi arrepio ao vê-lo passar...

Daí, me cogitou se ansiedade,
rumores de vontade,
ou amor não declarado.
Se queria vê-lo,
Ou no fundo havia medo
de dar de cara, e não saber
como me portar...

Sabe, disse-me que quando escutamos algo
que nos marcou, nos arrepiamos.
E quando vemos alguém que tanto queremos,
o mesmo pode acontecer...
Terminou o racicíno, então, dizendo que o meu arrepiar
havia desnudado o que eu sentia...

E Ainda enfatizou: "se suaste friou ou
teu sangue veio a efervecer, por dentro
nunca hei de saber, mas sei que por fora
gritaste meu nome..."

óh, um romântico!

Até poderia aceitar que o arrepio exterioriza sentimentos de quem ama,
e que não deixa mentir a quem assim se escama,
e que tudo que te toca de tal maneira, rubrica ali sua passagem
elevavando-te os pê-los.

Não fizesse a vontade de ir ao banheiro,
eu me arrepiar e suar frio da mesma maneira...

O que fala meu arrepio? Talvez o teu, agora,
fale um sentimento de verdade...

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