Aceitamos viagens, moradas distantes ou longas jornadas incomunicáveis, sem a dor do adeus. Mas se a viagem não tem volta, é difícil aceitar, e não dá pra entender como podes tu, existência, deixar de existir.
É que ora és presença, ora és partir...
E tu que te foste, não deixastes a mim tangência que fosse, para te pôr às costas bagagem repleta de minha eterna gratidão. E é difícil entender por que a existência se faz assim. É água nas mãos entre os dedos a se esvair, que faz as mãos de quem perde à cabeça subir, ao perceber que nela... não há mais nada. E aqui escrevo àquele que se foi, e que ele me perdoe o atraso em dizer o tamanho de sua importância e de sua existência ao existir na minha, mas a despedida foi embora sem se despedir de mim...
E serás sempre memória calhada na mente que enfim, ora vive por ela, ora vive por ti...
Descanse em paz, meu pai... Obrigada por tudo, te amo! E uma hora ou outra, serás sempre: saudade...
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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