A menina subia ladeira
A menina sentia cansaço
Queria olhar os outros de cima
Mas só da ladeira olhava os abaixo
Um dia virou gente importante
E ladeira não ousou subir,
Pois ladeira era lugar para calo
E não queria por o salto ali
Foi rever o seu passado
E a ladeira estava lá
Mas na metade veio o cansaço
E do topo da ladeira não pôde olhar
De tão grande que era, sentiu-se pequena
Hoje, lembra da ladeira
E sabe que assim como na ladeira
Só se olha de cima
Quando se é preciso descer várias vezes.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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3 comentários:
Ah brigadiinha pela visita tbm..
e q lindo poema..bj
introspectivo...
Poderia tentar imprimir meu conceito d'essa' menina... mas sei do fantástico particular que é a poesia...
Mas há algo universal: quem não se sente uma dessas garotas, necessitando voltar a tudo como antes, reorganizar a bagunça, suar um pouco na labuta, para depois reeguer-se ao topo, pronto para seguir...
Descer e subir mostra cadência, a estabilidade dessa sua garota me mostra... ausência.
adorei... continue.
beijos
abração"
E nas descidas e subidas da vida, estamos nós a captar um ensinamento novo, uma virtude inédita, uma filosofia pura.
Teu texto me faz rever alguns conceitos, repensar uns hábitos e justamente refletir em minha ousadia juvenil.
A vida é muma ladeira sem pontos, mas com graciosas vírgulas que nos fazem construir uma ampla história.
Bom introspecto pra ti!
Bom encontrar teu blog.
Luz.
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