quarta-feira, 2 de abril de 2008

A pressa de quem mora perto...

Na ultima semana de março não fui nada pontual com os horários da faculdade. Dormia tarde para a conclusão de trabalhos, acordava às 6:00 da manhã, não tomava café e ia correndo para apanhar o primeiro ônibus lotado das manhãs. No percurso, olhava constantemente os ponteiros do relógio como se assim, pudesse fazer com que eles passassem mais devagar. Essa rotina, confesso, enfadava-me fortemente e hoje,quando estava caminhando pelo centro da cidade, decidi conversar com minha mãe e expor que não queria mais as idas e vindas de horários mal cumpridos e o cotidiano de passagens bem pagas. A viagem era tão longa que seria injusto da minha parte dizer que não era um dinheiro bem dado.

-- Não agüento mais essa distância! Queria morar no centro, pelo menos lá ia ser muito melhor pra mim, não ia precisar de nada, teria tudo perto... (disse)

Enquanto caminhávamos, um mendigo sentado e encostado na parede de uma loja levantou a mão e pediu:

-- Um vale A moça, uma ajuda!

No mesmo momento minha mãe virou-se para mim e falou:

-- Realmente... Todo mundo que vive no centro é mais feliz...

Mudar o verbo reclamar para o agradecer foi a conseqüência. Eu podia pagar o preço justo das passagens. Podia... Mas e o mendigo? Ah... Esse dependia de A de B e de C e diferentemente de mim, rezava para que os ponteiros do relógio passassem mais depressa...

Um comentário:

Inaldo disse...

maíra ^^
dei uma passada aki para ver seu blog...
muito interessante seus textos pow,
faz a gente refletir um pouco!

tu é o cara mesmo!
kkkkkkkkk

já já está publicando um livro ai!
^^

bjaum mairinha.